terça-feira, 16 de agosto de 2011

lembranças de café

Algumas coisas se vão da mente
que nem sente que esqueceu
Outro dia a memória me trouxe um café...
Caro demais...
numa tarde agradável, com cheiro...
Impossibilidade que consome a todos
e encerra os pretensiosos
Pretensão de libertar-te e transformar-te
no que és...
Pois já eras dentro e não além,
depois não há nada
É o cheiro do café... que aguça os sentidos, menos o paladar...
Caro demais,
numa tarde agradável, sem dinheiro...
O que importam as finanças?... às favas...
Lá estávamos... sorrisos amarelos... tarde cinzenta...
Nem uns nem outros seriam...
Nublados todos
senão o olhar pelo reflexo especular das retinas,
Pela alma apagada e amarelamente medrosa...
Foi o café, porque se fosse cerveja...
Caro demais...

quinta-feira, 13 de maio de 2010

um para quê

talvez não fosse nada
ou o mundo a desabar
o tempo "imprevisível" unitário
nos faz joguetes da vontade
quando quis, sem bis, mais
não que faltasse tempo... falta...

viva la vida: música festa
me perdi: inclusive o poema
exclua, mas não a si
faltou-me verbo, desviei

talvez seja sono, ou pileque
moleque não brinque com fogo
a roupa de cama é limpa
o estrago, maior
mas ria, sem disritmia
tum tum, ouço samba
ou coração
que marca à roda, ciclo
serenei sem sereno, sei
que de tudo, nada
nem folhas, livro, vidro
nem... sonho.

mosquito caminhante

malfadado não voa, caminha
borboleta, graúna, sabiá, não!
com asa, como se não tivesse
tem o ar, prefere o chão.
que razão!?
do alto a dor se alteia
talvez não ver
na verdade é o voar
que não pode ser
uma pesa mais que a outra
lateralmente viver?
por isso anda-se para não pender.

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

outro

se admitir, termina
a procura não se finda
iniciada, deixa pedaço em mim
sem fim...

o olhar que disfarça
se mostra
a chuva não vem, o tempo
não abre
sem paz
você foge
procuro outro lado.

se-r-es

será que é permitido ser
o que se deseja ser?
expressar, se expor: ser, pensar
e sentir
tudo é como querem, todos são como se querem
pensamentos,
sou tua imagem refletida em mim...
meus olhos enquanto dormem, observam
a libido esta aí, passear pelo antagonismo
de mim mesmo e
ser somente sendo o que se quer ser sendo

um título (untitled)

cansar de ser, de viver o que não se é
olhar e não ver o visto, pois é
a menina está do outro lado
viva, viva!
flor no jardim da frente
respira, respira!
dançar sem mover-se
viver sem perder-se
e chorar
a mágoa, o mundo me trouxe
jogo em mim, toda aquela miséria
dizer, não crer, viver (outro) ser, sem ser
e pronto.

pensar

hoje,
não foi como planejamos
brigas - pra lá do outro lado
largo, profundo é meu ser
sereno, assaz sereno é ter paz
o abismo entre nossos lábios
se desfaz pela ponte de
nossos espíritos
se não foi, é possível
se a vida se deu, em mim em ti
se olho para fora esqueço

(dentro)

amanhã...