quinta-feira, 4 de junho de 2009
sorriso amargo
terça-feira, 19 de maio de 2009
folhas, vidros e livros
e canto a melodia que alguém já cantou
repito o que digo, desdigo o que não disse
e por mais que me abrisse, pouco me notavas
e por mais que me notasse, pouco te abrias
e se te abrisse, verias o quanto te queria
problema é pretérito, ou seu futuro
hipótese conjugável... análise primordial das vidas afins...
ser assim é que não se quer
porém o que é querer?
verbo tosco, torpe, vadio, corruptivo,
contudo ativo e (por que não) belo
se o olhar já não enxerga mais, tanto faz
pois dele se fez loucura
com bravura
e que toda cegueira, não as passageiras,
assevere a visão e destruição dos nós.
domingo, 17 de maio de 2009
She makes me wonder!
Sim... parei para pensar. É assim que aprendemos. Ao invés de recursos sintáticos, pausas... coitados dos gagos... essas devem aterrorizá-los... mas pensei e lembro-me de um samba, que se não é dos melhores, é melhor por ser samba. Sou autocrata, o samba é melhor porque é dom, não é enlatado, pode ser quadrado, mas isso a gente arredonda.
O samba diz assim “tire o teu sorriso do caminho que eu quero passar com a minha dor”... não sofro, pelo contrário. Parafraseando o poeta. Tudo vai bem e o coração também. Coitado, era cardíaco e o coração parou. O samba me chegou, porque vem vem de Mangueira; para dar cabo desse meu vazio, ofusca minha retina com os cantos, pois não tem jeito, há de se saber sofrer, porque é assim, sem lamentos, e há sempre de ser: “a mão que faz a bomba, faz o samba”.
segunda-feira, 27 de abril de 2009
sorriso amarelo
porém, não passas de um sorriso amarelo
que é por medo, por fim, solidão
sai de casa pra ver
o obsoleto jardim de flores murchas
que se fez em mim, então
não se desfaz a cor
é natural que seja assim
a amarelice amarelou a mim
isso, sei de cor
e sem "argumento" legal
se foram sorriso e flores. Se achegou o mal
quinta-feira, 26 de março de 2009
mudança (objeto)
é inconsútil
amor e dor
palpável
a vida muda
o real
fantasia é real
o fantástico
penso em tudo
sentado
numa
cadeira
da universidade
Vasco
P.s.: Este texto foi escrito em outubro de 2008.